Acrescentamos dois espetáculos da Cie UBI ao curriculum de criações musicais para teatro-dança: Rouge e Chronica. Da colaboração entre esta companhia de dança contemporânea e a escola de circo da ONG Phare Ponleu Selpak (Camboja) nasceu o Rouge, um espetáculo de circo-dansa com música ao vivo. Para criá-la, Marcelo contou com a colaboração de dois jovens músicos da ONG, Sot Chamrong et Teng Borith, e utilizou instrumentos tradicionais cambojanos como o skor, o roneat, o sralai e o tro. O Chronica, por sua vez, apresenta um trabalho de pesquisa sobre o Tempo e o ponto de intersecção entre dança e música. A música do espetáculo foi composta em parceria com Edouard Leys e coloca em interação sons gravados e sons tocados ao vivo. Tambores, gongos, pedaços de metal são alguns dos instrumentos utilizados pelo percussionista no palco para criar esse Ritmo, uma sonoridade que conversa não somente com o piano da trilha sonora, mais também com os movimentos dos dançarinos.

O Projeto

O projeto é um filme documentário criado por Anamaria Fernandes e Michel Charron que conta a experiência de uma dançarina brasileira que, depois de viver na França por quinze anos, volta ao Brasil para realizar um projeto de dança com crianças pobres da periferia de sua cidade natal, Belo Horizonte. Eu compus a trilha sonora em meu home-studio dando papel protagonista para a rabeca, violino tradicional brasileiro. Além disso, eu optei pela utilização da percussão corporal e de sons produzidos pela boca para criar um universo sonoro infantil.

A Fantástica História do Circo
Tomara que não Chova

Em parceria com o mamulengueiro e artista popular Sandro Roberto, Marcelo criou a trilha sonora do espetáculo « A incrível história do circo tomara que não chova » iniciando uma pesquisa na qual mescla cultura popular e urbanidade. Fugindo do que é feito tradicionalmente no teatro de mamulengos : música ao vivo e instrumentos tradicionais, Marcelo propõem uma trilha sonora que é gravada em estúdio e que explora tanto instrumentos da percussão erudita (vibrafone) como da música tradicional (rabeca,  zabumba, etc.) e da música popular brasileiras (cuíca e o reco-reco). Para abrir as possibilidades e levar a pesquisa ainda mais longe Marcelo utiliza, além disso, ruídos, efeitos sonoros e instrumentos tradicionais de outras culturas (derbak).